oficina POLIGONO

Escritórios – Lisboa – 2012

Foi no início de 2012 que a Poligono decidiu estabelecer escritório próprio. Para tal, associou-se à empresa Brandmix, reconvertendo integralmente os escritórios desta no Saldanha, num conjunto de salas de trabalho e reunião, com toda uma nova imagem e dinâmica.

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Os espaços de escritório tradicionais evoluíram, em relativo curto espaço de tempo, de uma lógica compartimentada, para uma tendência excessivamente open-space, para final e actualmente se terem consolidado numa lógica algo híbrida, em que não tanto importa definir a rasgados traços o layout espacial, mas, sobretudo, entender as especificidades do trabalho efectuado por cada uma das pessoas que nele têm assento. Mais que apenas espaço, importam as pessoas, sendo que da correcta análise e definição dos comportamentos de ambos – pessoas e espaço – decorrerá necessariamente a sua melhor (ou pior) performance.

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Identificado com estes preceitos, estavam ambos os desejos. A POLIGONO interessada em construir um espaço de trabalho que representasse e fomentasse o seu próprio método de laborar. A Brandmix determinada em melhorar o desempenho e rentabilidade do próprio espaço em pleno CBD de Lisboa.

Estavam dadas as condições para a parceria entre ambas que alcançou finalmente os seus resultados numa obra continua iniciada em Março de 2012 e terminada finalmente, passado exactamente um ano.

Para a obra foram fundamentais dois inventários rigorosos:

- A identificação pormenorizada, tanto dos trabalhadores e dinâmicas de trabalho presentes no local, como dos que se lhe viriam a acoplar, com o objectivo de construir um espaço tão rentável e suitable quanto possível, onde ademais, ambas as empresas, mais que apenas partilhar local de trabalho, pudessem partilhar recursos, conhecimentos e experiências.

- O inventário exaustivo do material existente, identificado não em função do papel que exercia no momento, mas das necessidades perspectivadas de construção, utilizando deste modo produtos terminados como se de matéria-prima de construção se tratasse.

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A construção foi integralmente levada a cabo pela própria equipa da POLIGONO, contemplando um leque abrangente de intervenções, em jeito de plug in, conferindo transversalmente um novo ambiente, layout e mecânicas a cada um dos espaços de acesso e distribuidores, a cada um dos espaços – mais ou menos formais – de trabalho e a cada um dos espaços – mais ou menos formais – de reunião.

Assim, e apenas a título de exemplo; onde antes existia um armário na mais movimentada zona dos escritórios, existe hoje uma zona de reunião informal e espera de vistantes; onde antes era apenas uma cozinha, existe hoje uma zona de refeições e reuniões informais; onde antes haviam mesas à razão de uma por pessoa, hoje existem mesas deliberada e exaustivamente calculadas para que fomentem naturalmente um trabalho colectivo e acompanhado por todos; onde antes…

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Não só os resultados mesuráveis de acréscimo de rentabilidade que medeiam o tempo prévio à chegada da Poligono e os resultados verificados no momento, como sobretudo o facto de estes serem alcançados com os parcos recursos disponíveis e sobretudo mediante um esforço e uma entrega colectiva, fazem desta obra, de forma indelével, um símbolo do estabelecimento de uma metodologia própria como proposta distintiva da marca Poligono.

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POLIGONO PLANTA

Para mais fotografias da obra, visita o nosso TUMBLR!

Coordenação: POLIGONO Arquitectura e Construção: André Albuquerque, Pedro Snow. Construção: Mariana Albuquerque, Catarina Telo Gonçalves, Cristina Alonso, Filipe Próspero, João Freire de Andrade, Marta Carneiro, Martinho Lucas Pires, Miguel Reynolds, Pedro Pinto Correia, Ricardo Matos. Design: João Pereira e Tomás Louro Fotografia: Inês Amorim Clientes: POLIGONO e BRANDMIX